Considerando a Lei Geral de Proteção de Dados, entendemos que o primeiro passo para a adequação é olhar para a base de dados. É preciso estruturar como serão armazenadas as informações e, como existem muitas formas de organizar, armazenar e consultar as informações que a empresa detém, é preciso avaliar como sua organização tem feito isso.

Configurar e gerenciar conjuntos diferentes de arquivos para que conversem entre si é possível graças às linguagens de programação, que criam os bancos de dados. Entretanto, um Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD) não é garantia de que todas as suas informações estejam completamente seguras e organizadas, pois boa parte das brechas de segurança ocorrem devido a falhas internas.

Para estruturar uma boa base de dados e manter as informações organizadas é recomendável, primeiramente, definir apenas uma variável por coluna e uma saída por linha, evitando confusões desde o princípio da configuração desse sistema. Essa base deve conter metadados, afinal, o operador e a máquina precisam saber quais são as informações ali contidas. Por sua vez, os metadados devem ser organizados para identificar os mínimos detalhes que podem fazer a diferença na organização e desempenho das diversas funções que uma organização realiza.

É importante manter a base mestre intocada, quaisquer novos tratamentos que envolvam os dados nela armazenados devem ser realizados fora desse sistema, evitando riscos de perda das informações. Sendo recomendado também o backup dessas informações em servidor interno ou em nuvem.

Quanto às políticas internas a serem instituídas para garantir o bom funcionamento da base de dados, o primeiro passo é realizar testes de integridade das informações para garantir a continuidade da base original e do backup. Em segundo lugar, definir as regras para controle dos acessos e acessos privilegiados, tendo como principal foco a segurança de dados. E, por último, definir a importância e sensibilidade das informações detidas para a empresa.

As recomendações listadas acima são aprovadas pelo seu uso no mercado e a busca da conformidade com os padrões de uma base de dados segura pode se apoiar nelas para ter um bom encaminhamento. Entretanto, a garantia da segurança e confiabilidade para execução dos processos de negócio deve se amparar em uma constante preocupação com a melhoria e manutenção da base.

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